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Ei você… você mesmo, que neste momento está lendo o blog… sem olhar, pense em como está sua postura neste exato momento. Sente que alguma parte do seu corpo está desconfortável? Algum músculo dolorido? Pois é, esses pequenos detalhes (incluindo a percepção do aluno) que trabalhamos no Pilates e aqui vou falar um pouco sobre alguns conceitos fundamentais que você deve saber antes de inciar a prática.

1- Postura Pilates;

O modo de ser de um homem é reflexo da sua atitude com respeito à vida; as tensões são efeitos de uma pessoa que não se sustenta bem. Em geral, uma pessoa com boa postura mantém-se de pé de maneira fácil e elegante, sem exagerar nenhuma das curvaturas da coluna, e com a cabeça, tronco e pernas equilibrados, cada parte sobre a de baixo corretamente alinhada.
Existe um eixo que se apóia em uma base sólida, que se mantém sem esforço na vertical com uma postura ereta e estável. Na posição Pilates, a pessoa deve se sentir esticada e alta, mas não rígida, com o peso uniformemente distribuído nos dois pés, e estes em posição de V, juntando os calcanhares e separando as pontas dos pés (médio afastamento). Deve apertar as pernas uma contra a outra a partir dos calcanhares.
As pernas devem ficar suavemente esticadas, com os músculos estendidos, os abdominais ligeiramente apertados e as costas comodamente retas e esticadas, o peso deve ser distribuído da maneira mais uniforme possível, nem demasiado para frente ou para trás. Devemos reconhecer que a postura depende da idade, da ocupação, do físico e da saúde do indivíduo. Corrigir a posição é de extrema importância, já que é a melhor maneira de começar a ativar o centro de força para suportar corretamente as costas.
Alongue a coluna inteira. Pense no equilíbrio correto da cabeça, que deve se mover livremente sobre o ponto mais alto da nuca, mantendo todo o alongamento da coluna.

2- Casa de força;

Todos os exercícios do Pilates começam pelos músculos do abdome, lombar, quadris e glúteos. A faixa muscular que circunda o corpo abaixo da linha da cintura é denominado “casa de força”. Se você pensar em como se senta ou anda, provavelmente perceberá que concentra a maior parte  do peso nessa região. Isso não apenas causa estresse indevido na musculatura lombar e inferior, resultando em dor e postura incorreta, como também ajuda a criar os “pneus” que todos tentamos combater tão arduamente.
Ao realizar os exercícios, lembre-se de trabalhar constantemente usando a casa de força, elevando-se para cima e para fora dessa área. Imagine que estica a parte superior do corpo para longe dos quadris, como se estivesse sendo firmemente apertado (a) dentro de um espartilho. Essa ação de puxar-se para cima e para fora ao mesmo tempo automaticamente aciona os músculos da casa de força e ajuda a proteger a lombar.
Em outras palavras, o método Pilates trabalha em torno de uma linha central que divide o corpo em duas metades. Podemos desenhar uma linha de ombro a ombro e de quadril a quadril; estas duas linhas retas correm perpendiculares à linha central. A intersecção destas com outras duas linhas que, paralelas à linha central, unem o ombro ao quadril de cada lado, constituem os limites do que denominamos “casa de força”. Serve como referência para o resto do corpo e para seu alinhamento correto. Tomando estas linhas como referência, você pode descobrir, por exemplo, que a pessoa se inclina mais para um lado do que para o outro (normalmente quando estamos em pé na parada esperando o ônibus).
Você já parou para prestar atenção em sua postura ao longo do dia? Preste atenção e corrija qualquer desalinhamento. Trabalhar cada exercício do método Pilates dentro dos limites da casa de força assegura o alinhamento correto e o controle das extremidades.

3- O umbigo na direção da coluna, “escavar a barriga”;

Em geral fala-se muito de “coluna neutra”. Essa expressão refere-se à posição em que a coluna mantém suas curvas naturais; isto pode ser observado com facilidade quando se está de pé, mas quando o corpo está tombado a gravidade intervém, a posição correta da coluna pode ser mais difícil de ser conseguida.
Geralmente, aprendemos a exercitar os músculos abdominais empurrando-os para fora, formando uma pequena saliência. Essa técnica molda músculos salientes, tendendo a distanciá-los da coluna. Em consequência, a lombar inclina-se levemente para a frente, o que dificulta seu controle ou aumenta o volume da massa muscular em torno da cintura, com a qual se sustenta a lombar, tornando impossível delinear adequadamente a linha da cintura. Os exercícios utilizam uma técnica muito diferente.
Você aprende a “escavar” a barriga, ou pressionar o umbigo para a coluna, usando assim os músculos abdominais para reforçar os paravertebrais (músculos que correm ao longo da coluna). Essa ação não apenas fortalece consideravelmente os músculos da lombar, como também permite obter uma parede abdominal plana. Pressionar o umbigo para a coluna é frequentemente confundido com sugar o estômago, você automaticamente prende a respiração – a antítese do efeito desejado. Em vez disso, pense em um peso pressionando sua barriga para baixo, para a coluna, ou em uma âncora presa à região interna do umbigo puxando-o para o chão. Aprenda a manter essas sensações enquanto respira normalmente, o que significa inspirar e expelir o ar dos pulmões, e não a partir da barriga.
Pratique empurrar o umbigo na direção da coluna (umbigo pra dentro!) enquanto continua respirando sem deixar que o ventre saia para fora.

4- Queixo na direção do peito;

Nos exercícios em que fica com  o corpo estendido (decúbito ventral) e com a cabeça e as extremidades elevadas, a posição da cabeça é vital para contribuir eliminando a tensão do pescoço e concentrando o trabalho no centro de força.
O peso da cabeça se desloca para o peito, levando o queixo na direção dele e enrolando as vértebras cervicais. Se o queixo baixar muito e pressionar o pescoço, a posição, além de incômoda, será incorreta, enquanto deixar o peso da cabeça para trás provoca tensão no pescoço e um alinhamento incorreto da coluna. Leve o peso da cabeça na direção do peito, mantendo um espaço sob o queixo (como se tivesse uma bolinha entre o queixo e o peito), e dirija o olhar para o umbigo para garantir o trabalho do centro de força e facilitar a concentração no mesmo.

5- Articular a coluna vértebra por vértebra;

Já parou pra pensar em quantas vértebras nós temos na coluna? (Falarei sobre isso em outro post, aguardem).
A coluna é formada por uma série de ossos (as vértebras) que podem se mobilizar para melhorar a postura, esticar-se mais, e inclusive aumentar a estatura. Seja qual for o exercício de Pilates que esteja realizando, não deve fazer movimentos bruscos ou repentinos com as costas. Joseph não gostava de ver as pessoas fazendo movimentos abruptos, especialmente se a coluna estava reta, e sempre enfatizava que é preciso mover o corpo para cima e para baixo de forma suave e gradual, como se estivesse rolando a coluna simulando o movimento de uma grande roda, vértebra por vértebra. Isto, embora demore algum tempo, fortalecerá suas costas e lhe evitará problemas e lesões futuras.
Este conceito tem sua explicação mais importante nos movimentos que, mais ou menos, se parecem com aqueles realizados em uma aula de ginástica, os chamados “abdominais”.
Articular vértebra por vértebra implica que se deve trabalhar toda a coluna, movendo e separando cada vértebra e tentando enrolar e erguer o tronco e desenrolar ao baixá-lo. Pode ser que, ao enrolar e desenrolar a coluna, você sinta algumas zonas que se enrijecem com o movimento; são esses pontos rígidos que devem ser mais trabalhados e oxigenados para aumentar sua amplitude de movimento e flexibilidade. Se não conseguir rolar completamente, faça-o somente até onde puder, e aos poucos vá aprimorando o resto do corpo. Pensem em crescer à medida que cada vértebra se alonga por cima da anterior e aplique este conceito tanto para enrolar quanto para desenrolar a coluna; além disso, esta ação de rolar em um ou outro sentido ajuda a limpar os pulmões, pois obriga a expulsar o ar impuro para inalar o ar puro.

6- Curva C

 post05No método Pilates não se trabalha o conceito de ventre plano. Usando o centro de força trabalha-se os abdominais para que eles realizem sua função correta: sustentar o tronco, protegendo a coluna e a mantendo flexível. Anteriormente já falamos do conceito “umbigo na direção da coluna, para dentro e para cima”, que aplicamos da mesma forma quando, ao pressionar o ventre para dentro contra a coluna e para cima forma-se uma curva côncava na forma de um C, conseguindo mais espaço entre a cintura e os quadris e, com isso, mais espaço para os órgão internos.

Então, se você gostou desse post, comenta aqui em baixo se já tinha parado pra pensar a respeito dessas observações e se nunca fez isso que tal experimentar e depois passar aqui para nos contar se influenciou em alguma coisa do seu dia?
Um forte abraço e até o próximo post!

Comentários

  1. Muito produtivo esse post, vale a pena ler e colocar em prática todas as dicas, nem que tenha que ser uma por vez 🙂
    Vida saudável, vida agradável!!!
    Super indico o blog!!

    • Oi Aldrey, concordo contigo, aos poucos devemos ir colocando esses conceitos no nosso dia-a-dia até automatizarmos, fazendo um bem incrível para nosso corpo.
      Obrigada pelo comentário, espero que continue acompanhando as postagens.
      Forte abraço!

    • Oi Maria Emilia, muito obrigada pelo carinho, espero que com as próximas postagens eu possa, de alguma forma, te ajudar a melhorar a postura para ter uma vida mais equilibrada.
      Espero que continue acompanhando os próximos posts.
      Forte abraço!

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